Luz del Fuego: Uma Artista Revolucionária
Luz del Fuego, nome artístico de Dora Vivácqua, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim em 1917 e se tornou um ícone da defesa do naturismo e da liberdade do corpo. A artista era conhecida por sua persona destemida e pelo desafio às convenções sociais da época. Em uma sociedade marcada por normas rígidas, Luz del Fuego propôs um espaço de liberdade, promovendo a aceitação do corpo humano em sua essência.
Entre as décadas de 50 e 60, ela fundou a Ilha do Sol no Rio de Janeiro, um local de experimentação artística que reunia pessoas de diferentes origens em busca de um espaço seguro para se expressar livremente. A ilha não só era um refúgio de liberdade, mas também um marco histórico que desafiava as normas conservadoras e promovia a diversidade.
A importância de Luz del Fuego vai além de sua carreira artística; ela se tornou um símbolo de resistência e luta pelos direitos humanos, inspirando gerações a abraçar sua verdadeira essência e lutar contra as expectativas sociais.

Marco Antônio Reis e Sua Contribuição Cultural
O legado de Marco Antônio Reis, nascido em 1997 e falecido em 2025, também é essencial na história cultural de Cachoeiro. Como um dos fundadores do Centro Cultural Luz del Fuego, Marco Antônio desempenhou um papel fundamental no ativismo cultural e na promoção de eventos que celebravam a diversidade artística.
Ele foi um defensor incansável da arte e da cultura, empenhando-se em criar espaços acolhedores onde artistas emergentes pudessem se apresentar e interagir. Sua visão de um espaço cultural inclusivo ajudou a moldar um ambiente onde diferentes expressões artísticas podiam florescer, refletindo a pluralidade da sociedade.
Em seus projetos, Marco Antônio buscava não apenas entreter, mas educar e criar um senso de comunidade, promovendo eventos que uniam as pessoas através da arte.
Programação do Evento: O Que Esperar?
O evento “Ainda há luz?”, que ocorrerá em 11 de abril, promete uma programação rica e diversificada, celebrando a vida e a obra de Luz del Fuego e homenageando Marco Antônio Reis. Com atividades programadas entre as 16h e 21h, a festa será realizada em dois locais: Sessão 103 e Praça de Fátima, em Cachoeiro.
As atividades incluem exposições, performances, e um espaço para a poesia que promete atrair amantes da arte de diferentes idades. A programação começará com a abertura da exposição “Ainda há luz?”, onde artistas como Haysian Costa, Andi Fraga e Mew Mew apresentarão seus trabalhos, dando início a um dia repleto de atividades artísticas.
Acessibilidade: Uma Prioridade no Evento
A acessibilidade é um ponto central na organização deste evento, que visa garantir que todos possam participar e aproveitar as apresentações. Recursos específicos estarão disponíveis, como intérprete de Libras, audiodescrição e sinalização acessível.
Além disso, será feita a distribuição de abafadores de ruído para atender às pessoas com sensibilidade auditiva, reconhecendo a importância de criar um ambiente acolhedor para todos, independentemente de suas necessidades.
Atividades Artísticas: Diversidade em Cena
As apresentações serão diversificadas, reunindo várias linguagens artísticas. A programação inclui:
- Abertura da exposição “Ainda há luz?” com obras de Haysian Costa, Andi Fraga e Mew Mew.
- Exibição do documentário “Divina Luz”, que retrata a vida e o impacto de Luz del Fuego.
- A performance “Nu Escuro”, que promete desafiar expectativas e provocar reflexões.
- A partir das 17h30, um cortejo artístico que seguirá até a Praça de Fátima.
- Às 18h, uma emocionante batalha de slam, exclusiva para mulheres cis e trans, que oferecerá prêmios em dinheiro, destacando vozes femininas.
O evento ainda contará com atrações de dança, intervenções artísticas e apresentações musicais ao longo da noite, proporcionando um ambiente vibrante e envolvente.
Exposição “Ainda há luz?” no Sessão 103
A exposição no Sessão 103 é uma homenagem à trajetória de Luz del Fuego e à decoração artística contemporânea, reunindo obras que dialogam com a temática da liberdade do corpo e da expressão individual. Os artistas convidados trazem suas visões únicas sobre esses temas, promovendo uma ampla discussão sobre a arte como forma de resistência.
Documentário Sobre Luz del Fuego
O documentário “Divina Luz” será uma das principais atrações do evento, oferecendo uma visão aprofundada sobre a vida de Luz del Fuego. Através de entrevistas, imagens históricas e análises críticas, o filme destaca sua trajetória de luta e suas contribuições ao movimento naturista e à liberdade de expressão.
Batalha de Slam: Vozes Femininas em Destaque
A batalha de slam programada para o evento é uma oportunidade para mulheres cis e trans expressarem suas vozes por meio da poesia. Essa competição, que terá premiação em dinheiro, busca dar visibilidade a talentos e histórias que muitas vezes são silenciados. A inscrição deve ser feita previamente, destacando a intenção do evento em promover espaços de fala e empoderamento.
A Importância da Memória Cultural em Cachoeiro
A memória cultural desempenha um papel essencial na identidade de um povo. O evento “Ainda há luz?” busca resgatar e celebrar a história de Luz del Fuego e Marco Antônio Reis, ressaltando a importância de suas contribuições para a cultura local. A valorização da arte e da história é fundamental para fortalecer a comunidade e inspirar novas gerações a continuarem essa luta.
Reflexão sobre Arte e Resistência
Por meio da intersecção entre arte e ativismo, o evento propõe uma reflexão sobre como a arte pode ser um veículo poderoso para a resistência. Luz del Fuego e Marco Antônio Reis, com suas obras e ações, nos mostram que a arte pode desafiar normas e provocar mudanças sociais significativas. Ao revisitar suas histórias, somos convidados a pensar sobre nosso próprio papel na construção de um futuro mais inclusivo e respeitoso.
Serviço: Evento Cultural “Ainda há luz?”
Data: 11 de abril
Locais: Sessão 103 (Praça Pedro Cuevas Júnior, 9, Centro) e Praça de Fátima – Cachoeiro de Itapemirim
Horário: 16h às 21h
Entrada: Gratuita
Programação
16h – Abertura da exposição; inauguração da Biblioteca Marco Antônio Reis; performance “Nu Escuro”; exibição do documentário “Divina Luz” (Sessão 103)
17h30 – Cortejo artístico até a Praça de Fátima
18h – Batalha de slam; “dança do fogo”; intervenção “Palavra Colada”; grafite em tecido; sets musicais; microfone aberto; inscreva-se aqui.


