O II Seminário Estadual de Libras encerrou sua programação em Cachoeiro de Itapemirim, em 23, depois de passar por Linhares e Vitória. Realizado pelo Senac Espírito Santo (Senac-ES), o encontro reuniu profissionais ligados à comunidade surda.
Em Cachoeiro, o evento ocorreu no auditório da Unidade de Educação Profissional do Senac-ES. A programação foi voltada a temas relacionados à Libras, à representatividade surda e à atuação de tradutores e intérpretes.
A abertura contou com o gerente de Educação Profissional do Senac-ES em Cachoeiro, José Braz Viçose, a coordenadora da unidade, Heloiza Soares, e o procurador do Ministério Público do Trabalho em Cachoeiro de Itapemirim, Djailson Martins Rocha.
Além das palestras, o seminário promoveu uma roda de conversa sobre relações entre surdos e ouvintes no ambiente profissional. O debate abordou acolhimento e adaptação dos espaços de trabalho às necessidades de trabalhadores surdos.
Encontro reuniu profissionais e autoridades em Cachoeiro
José Braz Viçose, gerente de Educação Profissional do Senac-ES em Cachoeiro, avaliou o seminário como um marco para a unidade e para a inclusão de pessoas com deficiência auditiva. Ele afirmou que as experiências compartilhadas pelas palestrantes evidenciaram as competências e as contribuições que profissionais surdos podem levar às empresas.
Ao comentar a participação de pessoas surdas no trabalho, Viçose destacou que a deficiência não define a capacidade profissional. Segundo ele, essas pessoas podem exercer suas funções com competência, dedicação e excelência.
A coordenadora Heloiza Soares relacionou o uso da Libras ao fortalecimento do diálogo, do respeito às diferenças e do pertencimento. Ela também afirmou que o Senac reafirma, com a realização do encontro, o compromisso de promover educação inclusiva, valorizar a diversidade e reconhecer o protagonismo da comunidade surda.
O procurador do Ministério Público do Trabalho em Cachoeiro de Itapemirim, Djailson Martins Rocha, parabenizou o Senac pela iniciativa voltada à acessibilidade. Para ele, a difusão da Libras ajuda a reduzir barreiras de comunicação que podem comprometer o acesso de pessoas surdas à educação, ao trabalho, à saúde e a outros direitos.
Palestras e roda de conversa abordaram Libras e inclusão no trabalho
Na palestra “A Representatividade Surda”, Jackeline Santana José compartilhou sua atuação como professora da Educação Básica, instrutora de Libras do Senac-ES e tradutora e intérprete de Libras. Surda oralizada, ela é formada em Direito, Pedagogia, Letras/Libras e Artes Visuais.
Jackeline também tem pós-graduação em diferentes áreas, entre elas Libras e Educação de Surdos, e cursa mestrado em Tecnologias Emergentes na Educação. Sua apresentação integrou o II Seminário Estadual de Libras realizado pelo Senac-ES.
A intérprete e instrutora Margarete Soares Passos Mendes conduziu a palestra “A Jornada dos Tradutores e Intérpretes no Espírito Santo”. Formada em Pedagogia, ela tem pós-graduação em Libras e Educação Especial e certificação pelo Prolibras.
Na roda de conversa “Diálogos”, Jackeline e Margarete debateram a relação entre surdos e ouvintes no ambiente de trabalho com Monique Gomes Carloto, assistente social do Sesc Cachoeiro de Itapemirim, e Ana Carolina Vitorino Carlito, funcionária surda da unidade. Ana Carolina atua como assistente administrativa, e a conversa tratou do acolhimento e da adaptação dos espaços profissionais às necessidades de trabalhadores surdos.


